segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Caixinha

Ela, esconde-se no seu refúgio de recordações, lembrando-se de como aquele ele fazia tanto sentido, como conhecia cada respirar, cada expressão dele, e de como uma simples palavra, amor, fazia sentido. Mas desilusões eram bastantes, deu tudo o que tinha para um ser, que a deixara ficar pobre, um pequenino e insignificante farrapinho, sentia-se sem nada com que partilhar. Guardou tudo numa caixa para que pudesse recordar mais tarde, e talvez, sorrir com uma pequena brisa.

Hoje, tem a certeza que essa caixa não transmite qualquer significado, tinha-se apaixonado por algo que já nada era. Apenas ficara o medo de que tudo se voltasse a repetir ou que simplesmente se tornasse, mais uma vez, naquele farrapinho. Tornou-se segura e insegura de si própria.

Ela, não tem nome, nem muito menos rótulos, gosta de ser livre e que a tentem descobrir, pois simplesmente criou uma caixinha quase suficientemente forte para a proteger, fecha-a com uma pequena chave que guarda muito bem no peito. Agora, alem da caixinha, apenas mantém o receio de que lhe roubem a chave, mas ainda mais receio tem que lha devolvam.

3 comentários:

Cristina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristina disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
insane disse...

se a tivesse nunca a te devolveria :,(